27/03/2008

Dia 31 de março - O momento da mamãe retornar a trabalhar fora, após 5 meses e meio de tempo integral comigo.

Mais de 50% das mães de bebês ou de crianças em idade pré-escolar trabalham fora de casa. Os motivos para voltar ao trabalho são muitos: necessidade financeira, atualização na carreira ou mesmo por gostarem do que fazem. Apesar da emancipação da mulher ter sido uma das maiores evoluções do século XX, esse rápido progresso trouxe mudanças significativas na relação entre mães e filhos.
De acordo com a psicóloga Keila Gonçalves, a mudança do papel social da mulher ocasionou conflitos com o papel de mãe. “Muitas delas não souberam medir, dividir e conciliar seus papéis”. E como a relação das crianças com a mãe é a matriz de todas as outras relações que os pequenos terão durante a vida, é necessário muito cuidado para não deixar as diversas funções que precisam ser desempenhadas no dia-a-dia das mulheres modernas passarem por cima da dedicação de que seu filho precisa.
O sofrimento das crianças é intenso quando isso ocorre. Muitas vezes, esse descaso é uma das causas do desenvolvimento de doenças de adultos nos pequenos, como depressão, úlcera, hipertensão, entre outras. “Quando a criança pede para acompanhar a mãe no trabalho, o melhor a ser feito é interpretar o comportamento e analisar se ele não está tentando resgatar a mãe, que considera ter perdido para o trabalho”, explica a psicóloga.
Porém, é possível que a garotada cujas mães trabalhem fora de casa apresentem um desenvolvimento emocional tão bom quanto as outras crianças. Os benefícios para a criança da mãe que trabalha fora incluem aumento de independência, responsabilidade e maturidade. Crianças pequenas de mães que trabalham apresentam, muitas vezes, mais oportunidade de aprender a confiar em outros adultos e a negociar melhor com igualdade. Isso acontece quando os pais proporcionam uma pessoa que possa fornecer educação consistente ao cuidar de seu filho. No caso dos pais da Esther, que conta com 5 meses de idade, Patrícia e João Batista conseguiram encontrar a Solange, que é uma pessoa confiável, carinhosa, educada, cuidadosa, calma, tranquila, criativa, enfim, a pessoa ideal para ser babá, além de ser uma grande amiga da família há muito tempo.
Vale lembrar que tanto a qualidade quanto a quantidade de tempo dedicado ao seu filho são importantes. Tentar tornar os momentos vividos com as crianças especiais, como preparar um prazeroso café da manhã, é uma dica valiosa. Conversar, escutar e acompanhar o universo infantil também é salutar. É válido, ainda, fazer sempre algo com seu filho nos finais de semana, e procurar incluí-lo em atividades adultas, como fazer compras, por exemplo.

texto adaptado do site Guia do Bebê - psicólogo Bruno Thadeu

2 comentários:

Bárbara e Ellen disse...

Pense que a qualidade do tempo, é melhor que a quantidade do tempo dedicado a ela... Vc vai se dar bem, pode apostar!!!
Bjks...

Tatiana disse...

Estamos torcendo por vcs!!!
Bjocas